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O dia em que o canal foi desligado!

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 O comércio internacional está em constante movimentação, com transações financeiras que acontecem entre os mais variados países. Essa situação faz parte do motor da economia globalizada atualmente, e que não se cogita possíveis interrupções, o ritmo realmente é constante!  Porém, o improvável ocorreu: um dos mais importantes canais (o Canal de Suez, no Egito) que faz contato entre os países asiáticos e europeus, foi bloqueado por um navio cargueiro. Esse causo se estendeu por seis dias, o suficiente para causar impactos negativos na economia mundial. Esse canal é a passagem mais curta entre os mercados asiáticos e europeus, barateando assim os custos de transporte e, consequentemente, os produtos exportados.  Com o acesso bloqueado no Canal de Suez, as embarcações se veem obrigadas a dar uma enorme volta ao redor do continente africano, adiando assim os serviços de exportações. Como tempo é dinheiro, todo esse atraso custará grandes perdas financeiras, sendo que o caso s...

As consequências que uma pandemia dá

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 Estamos vivendo tempos difíceis nessa pandemia, com distanciamentos sociais e problemas econômicos no nosso país. Nos municípios costeiros podemos identificar inúmeros serviços sendo maleficiados com esse momento, impactando diretamente no turismo. O contínuo processo de falência de restaurantes, hotéis, agencias de viagens e passeios, dentre outros, confirma a crise atual que estamos vivendo, colhendo as péssimas consequências por um período de tempo com duração ainda incerto. Mesmo que tudo se resolva é possível que tudo aquilo que era tido como normal apresente profundas modificações. No caso mais específico dos ambientes costeiros, podemos destacar as relações das pessoas com os serviços prestados nas praias, os tempos de permanências nesses ambientes, as formas de consumo, as políticas públicas para o ordenamento espacial, dentre outras questões. É preciso que os setores econômicos situados na zona costeira se adeque diante dessa nova situação, sendo necessário que os represe...

O real sentido de preservar as nossas praias

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 Mesmo que você não sinta necessidade de se importar em poder contribuir para a preservação do ambiente praial, saiba que muitos agentes (sejam naturais ou antrópicos) dependem quase que exclusivamente da qualidade ambiental dos ambientes praiais. Esse fato não se resume em questões meramente ecológicas, mas sim na qualidade de vida das pessoas que vivem nesses espaços. O conjunto desses agentes torna as praias um espaço dinâmico e diversificado, atraente e estimado. As praias apresentam uma grande riqueza biológica, com inúmeros seres vivos que dependem do equilíbrio morfodinâmico e hidrodinâmico das praias. Por exemplo, as tartarugas dependem do perfil retilíneo das praias para que possam desovar em áreas de pós-praia, facilitando assim o deslocamento desses animais. Casos como os frequentes encalhamentos de animais também são problemas recorrentes, sem deixar de falar da pesca predatória e da contaminação da água do mar pelo descarte ilegal de dejetos domésticos. Esses casos põe...
Vídeo: quando as vias públicas invadem a área de espraiamento das ondas      É comum a construção de avenidas, ruas ou trilhas (caminhos) na área de ataque das ondas. Na medida em que as cidades praianas crescem, a faixa de praia vai sendo ocupada de forma intensiva (acelerada). Essa intervenção antropogênica é um fator agressivo considerável, que obtêm a possibilidade de modificar os padrões morfodinâmicos e hidrodinâmicos da área.       No vídeo abaixo, na cidade de Camocim (CE), no mês de abril (2018), o calçadão da Avenida beira-mar interfere na dinâmica natural da área (na Praia dos Barcos), bloqueando o prosseguimento do ataque das ondas, que por sua vez colidem no calçadão e depositam areia na avenida que deveriam ser retrabalhadas na faixa de praia. A constante deriva litorânea tem o seu processo natural alterado, motivando déficits sedimentares para as praias a oeste. A hidrodinâmica também é modificada, motivando em ataques de maiores energia...
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A proporcionalidade entre o mar e os seus mistérios       Qual é o tamanho do mar? Até onde podemos mensurar a sua extensão? Parece uma pergunta boba, mas que tem um peso nas discussões científicas. Historicamente o mar era visto como algo misterioso, inóspito, imprevisível. Em séculos passados (XVI e XVII) não era comum a presença de casas próximas das praias, havia um vazio que deixava o ambiente praial com ares sombrios. Considerava-se em épocas passadas que as praias significavam importantes pontos para rotas comerciais na fase do capitalismo mercantilista, com grande presença de pessoas durante o dia (mercadores, fazendeiros, pescadores, navegadores, etc.). Mas quando se chegava a noite era preferível se evitar essas áreas por conta dos diversos contos e mitos que popularizam o mar como um lar de criaturas monstruosas. Com isso, as praias guardavam consigo as diversas fantasias provenientes dos contos populares.      Com o tempo o perímetro urbano...
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De navios & veleiros: A origem da quarentena A peste bubônica, conhecida como Peste Negra, estava se espalhando pelo continente europeu no século XV. Entre 1347 e 1350, a doença já havia devastado cerca de um terço da população da Europa. As autoridades locais de Veneza aprovaram uma lei que estabelecia o "Trentino", ou o período de isolamento de 30 dias para navios que chegassem de áreas afetadas pela peste. Ninguém tinha permissão para visitar esses navios sob "Trentino" e, se alguém infringisse a lei, eles também ficariam isolados pelos 30 dias obrigatórios. Nos anos seguintes, Marselha, Pisa e outras cidades adotaram medidas semelhantes.  Após décadas, as autoridades estenderam o período de isolamento de 30 para 40 dias, e o termo mudou de trentino para quarantino - a origem da palavra quarentena que usamos hoje. Na imagem abaixo apresenta-se um navio do cruzeiro Diamond Princess que estava em quarentena no Japão com registro de 88 casos confirmados para COV...
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Em tempos de pandemia as praias são as vitimas das intervenções antrópicas As zonas costeiras são caracterizadas por conter um crescente número de ocupações desordenadas, elevadas taxas de urbanização e de crescimento do perímetro urbano (aproximação do perímetro urbano para o ambiente praial), proporcionando uma maior concentração de serviços e pessoas, gerando pressões antrópicas no meio ambiente. É comum a presença de desmonte de dunas. ocupação ilegal da faixa de praia, destruição de unidades geológicas, desvios ou aterros de cursos d´água, desmatamentos, dentre outros. O aumento do perímetro urbano e a sua aproximação como o ambiente praial é um fator considerável para o desequilíbrio ambiental da zona costeira. Durante a pandemia do coronavírus a implantação do distanciamento social motivou uma gradual redução do número de frequentadores nas praias. Em alguns casos, é provável que ocorra uma "crescente recuperação da qualidade ambiental" das praias, a partir da redução ...