Postagens

Mostrando postagens com o rótulo emagrecimento das praias

Será? 2026 será de El Niño?

Imagem
Segundo pesquisas divulgadas pelos principais órgãos de pesquisas como o NOAA e INMET,  as previsões dão conta de um El Niño de fraca intensidade, persistindo até o fim do primeiro semestre.  Modelos indicam enfraquecimento rápido do fenômeno e avanço da neutralidade no Pacífico, cenário que reduz padrões globais dominantes e amplia a influência de frentes frias, cavados e massas de ar ao longo do ano. M as há uma chance crescente de transição para um El Niño no segundo semestre, com modelos indicando um aquecimento progressivo do Pacífico, o que gera incertezas climáticas e potencial para eventos extremos.  O verão de 2025/2026 ainda será marcado pela La Niña, mas a partir de fevereiro/março, o clima se torna mais instável, com o El Niño sendo monitorado com atenção. O cenário pós-La Niña e a potencial chegada de um El Niño tornam o clima de 2026 imprevisível, com aumento da chance de eventos climáticos extremos.   No agronegócio, a previsão de um possível El Niño c...

Erosão marinha: comigo ninguém pode!

Imagem
 O calçadão da Avenida Beira-mar de Camocim (Ceará) sofre com a constante abrasão marinha por simplesmente estar disposta na área de espraiamento do mar, em outras palavras, localizada no lugar errado! Esse assunto já foi levantado algumas vezes aqui nesse blog, e o problema do desgaste do calçadão é recorrente. Na medida que o mar avança e adentra no estuário do Rio Coreaú o calçadão torna-se mais vulnerável, colapsando a sua base e tornando frágil toda a estrutura. A resposta é visível: formação de buracos (vou além, são verdadeiras crateras) que se formam nos pontos mais colapsados, e que a administração pública tenta contornar com obras paliativas. Se não fosse a presença das rochas da Formação Camocim e dos Beach Rocks a situação estaria pior, pois estas rochas servem como dissipadoras da energia das ondas. Veja na imagem a situação, com a base exposta por conta do emagrecimento da praia, que perde sedimento após os processos de sobrelavagem do clima de ondas. O resultado todo...

O real sentido de preservar as nossas praias

Imagem
 Mesmo que você não sinta necessidade de se importar em poder contribuir para a preservação do ambiente praial, saiba que muitos agentes (sejam naturais ou antrópicos) dependem quase que exclusivamente da qualidade ambiental dos ambientes praiais. Esse fato não se resume em questões meramente ecológicas, mas sim na qualidade de vida das pessoas que vivem nesses espaços. O conjunto desses agentes torna as praias um espaço dinâmico e diversificado, atraente e estimado. As praias apresentam uma grande riqueza biológica, com inúmeros seres vivos que dependem do equilíbrio morfodinâmico e hidrodinâmico das praias. Por exemplo, as tartarugas dependem do perfil retilíneo das praias para que possam desovar em áreas de pós-praia, facilitando assim o deslocamento desses animais. Casos como os frequentes encalhamentos de animais também são problemas recorrentes, sem deixar de falar da pesca predatória e da contaminação da água do mar pelo descarte ilegal de dejetos domésticos. Esses casos põe...
Vídeo: quando as vias públicas invadem a área de espraiamento das ondas      É comum a construção de avenidas, ruas ou trilhas (caminhos) na área de ataque das ondas. Na medida em que as cidades praianas crescem, a faixa de praia vai sendo ocupada de forma intensiva (acelerada). Essa intervenção antropogênica é um fator agressivo considerável, que obtêm a possibilidade de modificar os padrões morfodinâmicos e hidrodinâmicos da área.       No vídeo abaixo, na cidade de Camocim (CE), no mês de abril (2018), o calçadão da Avenida beira-mar interfere na dinâmica natural da área (na Praia dos Barcos), bloqueando o prosseguimento do ataque das ondas, que por sua vez colidem no calçadão e depositam areia na avenida que deveriam ser retrabalhadas na faixa de praia. A constante deriva litorânea tem o seu processo natural alterado, motivando déficits sedimentares para as praias a oeste. A hidrodinâmica também é modificada, motivando em ataques de maiores energia...
Imagem
O processo de emagrecimento das praias A baixa competência do fluxo hídrico dos rios temporários no semiárido cearense é ocasionado pelos irregulares índices pluviométricos (chuvas). No período de baixa vazão (no segundo semestre) há um acentuado déficit sedimentar para as regiões costeiras, influenciado pela redução da quantidade de chuvas.  Esse déficit sedimentar torna-se ainda mais acentuado diante das diversas intervenções antrópicas nas margens dos rios, tais como: desmatamento, barragens, salinas, carcinicultura, urbanização das margens, etc. Tais intervenções antropogênicas tornaram-se comuns na medida em que as regulamentações e fiscalizações ambientais foram "afrouxadas". A busca pelo progresso econômico e a luta contra o "xiismo ambiental" foram as respostas dadas por alguns representantes políticos para legitimar estes processos de uso e ocupação.  Nessa história, as praias sentirão de forma direta os desequilíbrios dos processos de transporte e ...