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Mostrando postagens com o rótulo deriva litorânea

O caminhar e os caminhos das mudanças climáticas!

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Os efeitos das mudanças climáticas são realidades que temos que saber ler cientificamente, suas consequências já podem ser dimensionadas em várias escalas de abrangência. É preciso pesar todos os componentes que interferem nessas mudanças, sejam eles terrestres ou astronômicos, direta ou indiretamente sobre a vida da população! O que podemos confirmar é que essas mudanças estão cada vez mais aceleradas a partir dos eventos extremos, e isso é sinal de desregulação de um determinado mecanismo, e a continuidade de tais eventos pode responder sobre os rumos que estamos seguindo, sendo possível a realização de prognósticos.  Os oceanos ditam as ordens no clima global, monitorar o seu comportamento físico e químico pode responder sobre os mecanismos do clima, indagando se há ciclos naturais, tendências de desequilíbrios ou insustentabilidades da harmonia dos elementos naturais. Nesse sentido, solicita-se aqui esse acompanhamento mais detalhado da ocorrência dos fenômenos oceânicos e atmo...

Denúncia: máquinas estão a retirar os recifes de arenitos na Praia das Barreiras em Camocim - CE

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  Nesse final de semana (14/01) recebi uma denúncia de um morador da cidade de Camocim (Ceará) sobre a ação ilegal de máquinas que estão a retirar os recifes de arenitos na Praia das Barreiras, localizada no perímetro urbano da cidade. Essa agressão ambiental compromete diretamente a evolução fisiografica das praias, desequilibrando a balança sedimentar no perfil praial, impactando sucessivamente também as praias a oeste. Esses recifes de arenitos correspondem a rochas da Formação Camocim que se desprenderam e rolaram para as partes mais baixas do perfil, formando assim uma zona de deposição dessas rochas, preferencialmente no estirancio e na antepraia. A presença dessas rochas permite a colonização de várias espécies marinhas, além de proteger a linha de costa do ataque das ondas a partir da dissipação da sua energia. Problemas recorrentes como o desgaste do calçadão da Avenida Beira-mar poderá ser intensificado com a retirada dessas rochas, tornando-a mais vulnerável. Dessa forma...

Erosão marinha: comigo ninguém pode!

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 O calçadão da Avenida Beira-mar de Camocim (Ceará) sofre com a constante abrasão marinha por simplesmente estar disposta na área de espraiamento do mar, em outras palavras, localizada no lugar errado! Esse assunto já foi levantado algumas vezes aqui nesse blog, e o problema do desgaste do calçadão é recorrente. Na medida que o mar avança e adentra no estuário do Rio Coreaú o calçadão torna-se mais vulnerável, colapsando a sua base e tornando frágil toda a estrutura. A resposta é visível: formação de buracos (vou além, são verdadeiras crateras) que se formam nos pontos mais colapsados, e que a administração pública tenta contornar com obras paliativas. Se não fosse a presença das rochas da Formação Camocim e dos Beach Rocks a situação estaria pior, pois estas rochas servem como dissipadoras da energia das ondas. Veja na imagem a situação, com a base exposta por conta do emagrecimento da praia, que perde sedimento após os processos de sobrelavagem do clima de ondas. O resultado todo...
Vídeo: quando as vias públicas invadem a área de espraiamento das ondas      É comum a construção de avenidas, ruas ou trilhas (caminhos) na área de ataque das ondas. Na medida em que as cidades praianas crescem, a faixa de praia vai sendo ocupada de forma intensiva (acelerada). Essa intervenção antropogênica é um fator agressivo considerável, que obtêm a possibilidade de modificar os padrões morfodinâmicos e hidrodinâmicos da área.       No vídeo abaixo, na cidade de Camocim (CE), no mês de abril (2018), o calçadão da Avenida beira-mar interfere na dinâmica natural da área (na Praia dos Barcos), bloqueando o prosseguimento do ataque das ondas, que por sua vez colidem no calçadão e depositam areia na avenida que deveriam ser retrabalhadas na faixa de praia. A constante deriva litorânea tem o seu processo natural alterado, motivando déficits sedimentares para as praias a oeste. A hidrodinâmica também é modificada, motivando em ataques de maiores energia...
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É preciso respeitar o limite de propagação das ondas As ondas são formadas pela ação do vento sobre a superfície do mar. O relevo do fundo marinho deverá influenciar na duração de formação dessa onda (seu período). No momento que a onda começa a sentir os efeitos de fundo acontece o processo de "quebra" (arrebentação), diminuindo assim a sua altura. No Ceará as praias são planas e apresentam (em geral) sedimentos finos, isso prevalece a sucessiva quebra dessas ondas (sua dissipação), que tendem a se espraiar por largas distâncias. Existem dois tipos de ondas:  Onda  sea = apresenta variados períodos e direções, meramente locais, geradas para onde o vento está soprando. As praias no Ceará são atingidas 80% do ano por este tipo de onda (Ver trabalho de Pinheiro et al. (2016));  Onda  swell = desloca-se a milhares de quilômetros de onde foi gerada, ditada por ventos externos, apresentando grandes comprimentos, pequenas amplitudes e maiores períodos em oc...
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As praias são verdadeiras rodovias de areia!  As praias são feições geomorfológicas formadas pela deposição de sedimentos provenientes dos rios (a princípio). Em épocas de maior vazão, os rio carregam sedimentos para a plataforma continental e em seguida transportam e depositam nas praias por meio das correntes marinhas. Dependendo da variedade das correntes e da proximidade com a rocha mãe, os sedimentos podem apresentar granulação grosseira, média ou fina. Ao chegar nas praias, esses sedimentos são retrabalhados pela ação das ondas, que em movimentos de vai e vem transportam sedimentos da pós-praia para a antepraia (depois explico melhor essa divisão rs!). Esse movimento é contínuo para as praias ao largo, onde a ação das ondas obedecem a direção dos ventos. Por esse motivo considera-se as praias como verdadeiras "rodovias de areia"! Esse mecanismo de transporte sedimentar para as praias ao largo chama-se de deriva litorânea (ou corrente longitudinal).   Apres...