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Mostrando postagens com o rótulo erosão costeira

Praia e mar não tem preço!

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Nos períodos de festas, principalmente nos centros urbanos com maiores densidades demográficas, ocorrem diversos problemas ambientais que se arrastam ao longo do tempo, grande parte destes relacionados com o despejo ilegal do lixo urbano. No Brasil, o ambiente praial tem se tornado espaço de privatizações por conta da inoperância do poder público, na qual restringe o uso desses ambientes para uma pequena parcela privilegiada que tem o poder de comprar a concessão do uso do lote de terra.  Esses dois problemas (lixo urbano e a privatização) torna o ambiente praial um espaço degradado de forma acelerada, onde os altos fluxos de turistas e os intensos processos de ocupação desconfiguram a sua paisagem original. Como resolver tais problemas? É importante saber que tais situações não são iguais ao longo de toda costa brasileira, mas devem ser pensados de forma integrada, pois não há dinâmicas costeiras dissociadas ou em condições de "ilhas".  É preciso discutir, fortalecer e fazer...

Erosão marinha: comigo ninguém pode!

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 O calçadão da Avenida Beira-mar de Camocim (Ceará) sofre com a constante abrasão marinha por simplesmente estar disposta na área de espraiamento do mar, em outras palavras, localizada no lugar errado! Esse assunto já foi levantado algumas vezes aqui nesse blog, e o problema do desgaste do calçadão é recorrente. Na medida que o mar avança e adentra no estuário do Rio Coreaú o calçadão torna-se mais vulnerável, colapsando a sua base e tornando frágil toda a estrutura. A resposta é visível: formação de buracos (vou além, são verdadeiras crateras) que se formam nos pontos mais colapsados, e que a administração pública tenta contornar com obras paliativas. Se não fosse a presença das rochas da Formação Camocim e dos Beach Rocks a situação estaria pior, pois estas rochas servem como dissipadoras da energia das ondas. Veja na imagem a situação, com a base exposta por conta do emagrecimento da praia, que perde sedimento após os processos de sobrelavagem do clima de ondas. O resultado todo...
Vídeo: quando as vias públicas invadem a área de espraiamento das ondas      É comum a construção de avenidas, ruas ou trilhas (caminhos) na área de ataque das ondas. Na medida em que as cidades praianas crescem, a faixa de praia vai sendo ocupada de forma intensiva (acelerada). Essa intervenção antropogênica é um fator agressivo considerável, que obtêm a possibilidade de modificar os padrões morfodinâmicos e hidrodinâmicos da área.       No vídeo abaixo, na cidade de Camocim (CE), no mês de abril (2018), o calçadão da Avenida beira-mar interfere na dinâmica natural da área (na Praia dos Barcos), bloqueando o prosseguimento do ataque das ondas, que por sua vez colidem no calçadão e depositam areia na avenida que deveriam ser retrabalhadas na faixa de praia. A constante deriva litorânea tem o seu processo natural alterado, motivando déficits sedimentares para as praias a oeste. A hidrodinâmica também é modificada, motivando em ataques de maiores energia...
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Em tempos de pandemia as praias são as vitimas das intervenções antrópicas As zonas costeiras são caracterizadas por conter um crescente número de ocupações desordenadas, elevadas taxas de urbanização e de crescimento do perímetro urbano (aproximação do perímetro urbano para o ambiente praial), proporcionando uma maior concentração de serviços e pessoas, gerando pressões antrópicas no meio ambiente. É comum a presença de desmonte de dunas. ocupação ilegal da faixa de praia, destruição de unidades geológicas, desvios ou aterros de cursos d´água, desmatamentos, dentre outros. O aumento do perímetro urbano e a sua aproximação como o ambiente praial é um fator considerável para o desequilíbrio ambiental da zona costeira. Durante a pandemia do coronavírus a implantação do distanciamento social motivou uma gradual redução do número de frequentadores nas praias. Em alguns casos, é provável que ocorra uma "crescente recuperação da qualidade ambiental" das praias, a partir da redução ...
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O processo de emagrecimento das praias A baixa competência do fluxo hídrico dos rios temporários no semiárido cearense é ocasionado pelos irregulares índices pluviométricos (chuvas). No período de baixa vazão (no segundo semestre) há um acentuado déficit sedimentar para as regiões costeiras, influenciado pela redução da quantidade de chuvas.  Esse déficit sedimentar torna-se ainda mais acentuado diante das diversas intervenções antrópicas nas margens dos rios, tais como: desmatamento, barragens, salinas, carcinicultura, urbanização das margens, etc. Tais intervenções antropogênicas tornaram-se comuns na medida em que as regulamentações e fiscalizações ambientais foram "afrouxadas". A busca pelo progresso econômico e a luta contra o "xiismo ambiental" foram as respostas dadas por alguns representantes políticos para legitimar estes processos de uso e ocupação.  Nessa história, as praias sentirão de forma direta os desequilíbrios dos processos de transporte e ...
Overwash e washover O vídeo a seguir (no mês de abril de 2018) mostra o momento do ataque das ondas sobre as estruturas físicas dispostas na linha de costa. Trata-se de uma avenida localizada no município de Camocim (litoral oeste do Ceará), denominada de Avenida Beira Mar. Nas marés mais altas (preamar de sizígia ou nas ressacas) as ondas colidem fortemente no calçadão, alcançando a via pública. O termo overwash refere-se ao ataque das ondas sobre o calçadão, já o washover é o processo de deposição de sedimentos praiais promovidos pelo overwash . Apesar de ser uma forma de diversão para os habitantes e visitantes da cidade, este caso é um problema ambiental que causa erosão para as praias, pois pode-se perceber a perda de sedimentos que estão depositados na avenida. Além disso, o calçadão está altamente desgastado e comprometido, apresentando buracos e fragilidades na base. Mesmo com manutenções periódicas, os processos de overwash e washover continuarão ocorrendo. Em outras...